folhas de outono

22 de set. de 2012

Recordando


  Hoje navego em águas profundas.
 Quero percorrer muitos mares.
 Trazer lá do fundo minhas lembranças.
 Quero encher meu coração de imagens.
 Guardá-las com carinho em minha mente.
 Carregar nos braços teus abraços.
 E nos lábios muitos risos.
 Este momento será o meu sempre.
 O teu sempre minha vida.


20 de set. de 2012

















Somente uma palavra
           Saudade

20 de ago. de 2012


Esta manhã fiz uma colheita de estrelas
Que adormeceram no céu do meu jardim
Escondi-as numa caixa estanque de madeira
E guardei este segredo só para mim

Esta manhã soltei um pensamento atormentado
Deixei que minha alma se soltasse do corpo
Deixei que este Sol me inundasse de luz
E lembrei uma frase de um poema já morto

“Meu Armando, meu amor”
Nunca esquecerei a música de certas palavras
De um abraço verdadeiro sem ter que inventar
É tão frágil o amor, fazer resistir o amar

É tão pequeno o mundo da verdade
Cabe numa mão aberta à sinceridade
É planta escondida em mato de daninhas ervas
É elixir da vida em gaiola de saudade

Tão simples brotam hoje minhas palavras
Será porque me desnudei das metáforas
Ou apenas respirei um canto feliz
De um pássaro de penas orvalhadas

Tão simples devia ser perguntar
Porque chora um coração e os olhos não
Porque uma gaivota voa por sobre o mar
Porque é imenso o universo do sonhar sonhei

Pintei com traços firmes o que lembrei
Não importam as cores do querer
Quando alguém não sabe ver

Não importa a tempestade para lá da porta
Não importa quando apenas existem sete miragens
Deixei-me embalar pelo som das correntes águas
Nesta manhã plantado… Entre Margens…

19 de ago. de 2012


Em águas rasas depositei meus sonhos,
A correnteza os levou.
Fiquei algum tempo esperando.
Nunca mais voltaram.
Acho que os perdi

16 de ago. de 2012


  As palavras sempre ficam. Se me disseres que me amas, acreditarei. 


  Mas se me escreveres que me amas, acreditarei ainda mais.
  Se me falares da tua saudade, entenderei.


  Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
 Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei. 


 Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.
 Lembre-se sempre do poder das palavras. 


 Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo.

Silvana Duboc

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