folhas de outono

30 de out. de 2010

Bagagem da Vida

Bagagem da Vida
À medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando...
Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, coisas que são importantes e outras que você pensa que são importantes.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável.
Carregar tantas coisas pesa demais...
Então você pode escolher:
Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.
Você pode ficar a vida inteira esperando...
Ou você pode aliviar o peso, esvaziar a mala.
Mas o que tirar???
Você começa tirando tudo para fora.
Veja o que tem dentro:
Amor, sabedoria, amizade...Nossa!
Tem bastante. Curioso, não pesa nada.
Tem algo pesado. Você faz força para tirar...
Era a raiva, como ele pesa!
Ai você começa atirar e aparecem as incompreensões, o medo, o pessinismo, a inveja. Nesse momento o desânimo quase te puxa para dentro da mala.
Mas você puxa-o para fora com toda força, e no fundo aparece um sorriso e mais outro, e aí sai a felicidade.
Então você coloca as mãos para dentro da mala de novo e tira para fora a Tristeza.
Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante.
Procure então o restante: a força, a esperança, coragem, equilíbrio, responsabilidade, tolerância e o bom e velho humor.
Tire a preocupação também. Deixe-a de lado, depois você pensa o que fazer com ela.
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo.
Mas, pense bem o que vai colocar lá dentro de novo.
Da muito trabalho arrumar tudo novamente e tem coisas que pesam por demais em nossa bagagem.
Só carregue aquilo que deixe sua alma leve.
Boa viagem!!
Prof. Marinelma

29 de set. de 2010

Minha infância


Minha infância, tão distante e tão presente. Tenho saudades de tudo que já a muito tempo se passou, minha casa, meus pais e irmãos. Quero guardar para sempre na minha lembrança a imagem da casa onde me criei, onde cresci e ao decorrer dos anos sonhei. Minha mãe e meu pai já me deixaram. Espero que agora estejam juntos e de onde estiverem peço que continuem a me proteger. meu pai sempre gostou muito de plantas, árvores grandes ou pequenas. Cada vez que passo por uma figueira lembro dele e olhando seus galhos balançarem me parecem que são suas mãos que suavemente as embalam e o som que suas folhas fazem são seus sussurros que em murmurio agradece a Deus o milagre da natureza.

6 de set. de 2010


Hoje voltei a escrever, sentia uma enorme confuzão em minha mente parecia que meus pensamentos fugiam e eu não conseguia colocalos em ordem. Estou mais tranquila. Sei que sofrer faz parte de nossas vidas e deveríamos estar preparados para aceitar a perda de seres queridos, porém é muito difícil nos convencer desta realidade.
Quero sempre lembrar de meu pai com muito carinho e saudade, porque sentir saudade é reviver os momentos que passamos juntos é lembrar suas palavras e agradecer a Deus a oportunidade de ter convivido com um ser tão especial. Meu pai era um filósofo e poeta por natureza. Uma de seuas frases que nunca esquecerei:
"Devemos conservar sempre uma luz dentro de nós, amar e respeitar a vida".
Prof. Marinelma

27 de jul. de 2010

Saudades, muitas saudades!

Aos que partiram
Há tempos atrás eles estavam em todos os lugares, sentados na poltrona da sala, na varanda...
Percorriam os quatro cantos da casa.
Conversavam, sorriam, zangavan-se. Podiamos encontrá-los num piscar de olhos.
Hoje o nosso olhar já não os alcança, somente o coração os sente vivos, todos muito vivos dentro de nós.
Não estão encerrados entre pedras estão no aroma das flores, que nos abraça a alma e nos envolve na paz.
Hoje eles voam livres e são como luz das estrelas e dizem baixinho enquanto dormimos.
Um dia voltaremos a nos encontrar.
Tahyane Rangel
Sim, acredito nisso, pois para meu querido pai a morte não existe. E como ele sempre dizia . "Estamos aqui somente de passagem, esta vida é somente um testário e algum lugar melhor nos espera."
Até um dia meu querido, até um dia...

20 de jun. de 2010

Desassossego

Como diz aquela música caúcha:
Meus desassossegos senta na varanda;
Pra matiar saudade nesta solidão;
Cada por de sol, doi feito uma brasa;
Queimando lembranças no meu coração;

As vezes voltamos nossas lembranças para nossas saudades e com ela aos pouco deixamos nos levar, como uma brisa por caminhos as vezes tristes e outras vezes alegres.
Mas, no final de tudo sempre é bom trazer lembranças, elas nos fazem chorar, mas ao mesmo tempo nos dá uma grande paz.

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